Redação
A dengue, doença viral transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, volta a preocupar com o aumento dos casos envolvendo o sorotipo 3. A infectologista, Luiza Morandi, alerta para os riscos específicos desse tipo de vírus e reforça a necessidade de medidas preventivas.
“A dengue é causada por quatro sorotipos diferentes do vírus (1, 2, 3 e 4), e a reinfecção é possível, aumentando o risco de complicações”, explica Luiza Morandi. “O tipo 3, que circulou menos nos últimos anos, encontra agora um cenário favorável para se espalhar, já que muitas pessoas estão desprotegidas.”
A infectologista destaca que o sorotipo 3 possui maior potencial para causar formas graves da doença, além de se multiplicar mais rapidamente no organismo, elevando a resposta inflamatória e o risco de internações. “Quem já foi infectado por outro tipo pode desenvolver uma reação mais intensa ao entrar em contato com o tipo 3”, alerta.
Os sintomas da dengue, como febre alta, dores no corpo, dor atrás dos olhos, cansaço e manchas na pele, são semelhantes entre os sorotipos. A identificação do tipo de vírus em circulação só é possível por meio de exame laboratorial.
A boa notícia é que a vacina contra a dengue disponível no Brasil protege contra todos os quatro sorotipos, incluindo o tipo 3, ajudando a reduzir o risco de formas graves da doença.
“O retorno do tipo 3 é resultado de um ciclo natural de circulação dos vírus da dengue”, explica Luiza Morandi. “Com o aumento das viagens e da circulação de pessoas, ele voltou a circular e tem encontrado um cenário favorável para se espalhar.”
O alerta da infectologista é claro: a prevenção e o combate ao mosquito transmissor são fundamentais para evitar um aumento considerável de casos graves da doença.